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domingo, 25 de novembro de 2012

Pensar em você

  O sentimento vai crescendo e me absorvendo de tal forma que se torna inevitável não pensar em você, ou em seu sorriso, ou em seu olhar. E, aos poucos, tudo o que era apenas amizade vai se tornando algo a mais. Algo que não se explicar nem se tenta entender, apenas se sente.
   Eu me sinto completamente sem jeito ao seu lado, e a timidez cresce quando você me olha, quando recebo um sorriso seu. Sorriso este que ilumina meu dia, deixando-o ainda melhor. Sua voz começa a se tornar provocante. Não provocante no sentido sensual, mas no sentido de fazer meu corpo se portar de forma diferente. Não que eu não a ache sensual, mas é que devemos sentir mais pela alma ao invés da carne. Isso deixa tudo mais especia ainda.
  Fico calada, sempre te observando, e quase sempre sem você perceber. Já posso perceber os tipos de sorrisos e olhares que você possui. E talvez, você já saiba os meus. Não preciso saber muito sobre você, desde que eu saiba o que sinto e se você sente também.
   E ao fim de tudo, desejo te fazer que és tu o responsável pelas minhas noites em claro e és tu o responsável por muitas coisas que ainda não disse, e desejo que o amor que começa aflorar em mim é a minha melhor parte, pois é isto que te ofereço de mim, minhas melhores partes. Quero que saiba que apenas quero lhe dar um amor puro que talvez você nunca tenha conhecido, quero ser a pessoa que você ama. E ao fim de tudo, quero que saiba que apenas quero ser a pessoa que pode lhe dar tudo o que procuras, e ser somente a pessoa que você ama, e você a pessoa que eu amo.

                                                                                                               (Fernanda Muniz)

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Último dia

   Por muito tempo eu me perguntei o que eu faria se eu tivesse a escolha no meu último dia. Não é mórbido pensar nisso. Talvez seja bom para avaliar o que se tem feito da vida. O fato é que era uma pergunta sem resposta. Eu se quer havia encontrado um sentido para esta pergunta. Nunca havia imaginado que isto mudaria em segundos.
   Bastou um segundo. Bastou o instante em que nossos olhares se cruzaram mais atentos e mais de perto. Aos poucos fomos descobrindo um ao outro, e com essa proximidade descobri que podia amar novamente. E, foi tão fácil. Quase impossível resistir aquele jeito determinado e meigo, carinhoso e seco ao mesmo tempo. Seu olhar era tão dominador que não houve escapatória. Eu me apaixonei por você, mas ainda relutava. Era tão incrível e irresistível que assustava. Até que você me ensinou a cerca do acaso. E disse que nós éramos frutos do acaso. E foi assim que eu descobri que você era o acaso mais lindo da minha vida.
   Todas as imperfeições e desencontros nos uniram. Nos unimos em nossa constante falta de tempo, nossas brigas, e o fato de querermos absurdamente um ao outro. Digo absurdamente, por ser um desejo quase que incontrolável. Talvez não exista palavras para explicar, ou nós dois não precisamos de explicação para acontecer. Apenas acontecemos. E da forma mais incrível.
   Incrível mesmo era a forma que você me olhava, e me protegia quando me abraçava. A forma como eu me sentia segura em seus braços. E a forma que eu te amo.
   Bom, hoje posso falar que meu último dia seria ao seu lado. As últimas coisas que eu veria seriam a cor e o brilho dos seus olhos, e o seu sorriso, ele é tão lindo. O que eu sentiria por último seria você, e de todas as formas que eu pudesse. Ah, e claro, sentir seu aroma. Buscaria uma proximidade mais do que tínhamos, e te desejaria mais. Seria um dia perfeito. Pois em meio as brigas, o tempo escasso, pensamentos diferentes e todos fatos contra nós; para mim, todas essas coisas juntas, faz com que seja perfeito te amar.
 
                                                                                                   (Fernanda Muniz)

domingo, 11 de novembro de 2012

Querer e não querer

   Não quero mais pensar nas coisas que se foram. Cansei desses "se" que o tempo deixou. Cansei de esperar, do não sentir, do sonhar e não acontecer. Do vazio que sua ausência me deixou.
   Eu quero viver, quero sentir, quero voltar a sonhar e realizar. Quero encontrar tudo o que um dia perdi. Quero voltar a desejar, e desejo sentir tudo que se senti quando se está amando, ou no mínimo apaixonado. E, sim, são coisas diferentes. Quero ser o tudo de alguém novamente, e quero que alguém se torne meu tudo.
   Quero possuir o aroma preferido de alguém. Quero ser o desejo, o querer. Quero ser a razão pela qual se passa noites em claro, pensando ou sonhando acordado. E, voltar a sentir leve no espírito novamente. Desejar outro aroma, pois o que tanto preferi por anos, não está mais aqui.
   Quero que a próxima pessoa seja a última, e desejo ser a última dela também. Gostaria de declarar meu amor puro e singelo, ao invés de uma frieza adquirida com o tempo. E ter a mesma entrega de outrora.
   Quero tantas coisas e outras nem quero mais. O tempo não mais meu aliado, nem meu amigo. Pois a única coisa que ele deixou foi um vazio ao me tirar o que mais me importava.
   O que mais desejo é sentir meu coração bater rápido, forte novamente. Sentir minha alma falar, gritar coisas que somente aquela entenderá. Quero viver tudo novamente, se for possível.
   E quero descobrir sensações, momentos, sentimentos jamais descobertos. Na verdade, o que eu mais queria era você. E queria agora. Mas não dá. Não pode. E, sinceramente, odeio essa parte. Mas posso amar da forma mais pura, e mais sincera, e mais inteira novamente. Posso não transmitir, não passar o amor que sinto por ti a outro como uma herança, isso não seria correto, não seria digno. Mas certamente, usarei tudo o que aprendi com você. Vou descobrir tudo o que sou e o que me tornei. Descobrirei o que serei, o que quero me tornar, e com isso, descobrirei um novo alguém para ter e sentir tudo o que minha alma ainda deseja.
                                                                                                          (Fernanda Muniz)

quinta-feira, 8 de novembro de 2012

Para sempre

   Eu nunca havia sentido meu coração bater tão apertado e desenfreado. Nunca havia sentido meu corpo perder sua firmeza. Nunca havia sentido tantas coisas, tantos sentimentos, e tanto medo.
   Bastou pouco tempo para que eu descobrisse o tipo de pessoa que você era e o tipo de pessoa que eu queria ser por você. Não que um dia você tenha me pedido algo. Porém, quando amamos de verdade, sempre buscamos ser melhores. Quando apaixonados buscamos fazer tudo valer a pena, fazer tudo se tornar especial para quem amamos. E foi isto que eu desejei incansavelmente naquele instante.
   Jamais havia desejado tanto alguém ao meu lado. Nunca pensei que eu fosse me apaixonar assim, mas aconteceu. E como eu me sinto aliviada por acontecer, ainda mais por ter sido com você. Foi tão fácil te amar. O seu jeito encantador e doce, e, ao mesmo tempo forte, intenso facilitou tudo sempre.
   A única coisa que não foi fácil sentir: O medo. Não o medo de não vivenciar tudo o que eu desejava viver ao seu lado, mas medo de que alguém melhor aparecesse. Sei que isso sempre foi tolo, pois algo em mim tinha a certeza de que você não sairia do meu lado a menos que eu pedisse. E, eu jamais faria isso. Então... Mas esse medo foi bom. Em algumas ocasiões é bom sentir medo. Foi este sentimento que fez eu te amar mais, e fez com que você me amasse mais. O medo fez com que eu sempre quisesse cuidar e proteger. E fez com que você fizesse o mesmo.
   Seus braços se tornou meu lugar mais seguro, mais indestrutível que eu pudi achar. Seu cheiro se tornou meu aroma. Seus lábios se tornaram meus. E, pouco a pouco, pudi perceber que apenas você tem esse dom de me levar ao lugar mais lindo, a um mundo mais colorido, mais cheio de vida, que se tornou meu lugar predileto, o seu mundo. O nosso mundo. Pois não há nada se você não estiver lá.
    Será sempre assim. Eu e você. Meu eu em você e o seu em mim. Nosso amor, nosso lugar. Lembranças e momento que não se apagarão. E esse amor que sinto, será cada vez mais regado de respeito, e amizade, para que ele cresça mais e mais. Saiba que não há nenhuma pessoa que me complete, que me proteja, que me entenda, que me ame, tanto quanto você. E é isto que me faz te amar cada vez mais, para sempre. E quando o seu sempre e o meu sempre, se tornar nosso, eu te amarei ainda mais.

                                                                                                            (Fernanda Muniz)

sábado, 3 de novembro de 2012

Sonho

   Sou refém dos meus próprios sentimentos. Sou refém de mim mesma. Tudo o que há ao meu redor me aprisiona em um mundo que já não é mais meu. Um mundo que eu não quero mais, pois não há mundo se você não está.
   A cada segundo que passa, a cada dia, cada detalhe me faz lembrar o quão presente você foi em minha vida. Tudo mundo no instante, no segundo que nossos olhares se encontraram pela primeira vez. O medo impediu-me de ver o que sempre foi tão óbvio. Bastou um segundo para que meu coração tivesse a certeza de que não poderia viver sem você.
   Foi o acaso mais lindo que já vi e já vivi na minha vida. Um sentimento intenso e dominador, que me invadiu. Sim, acho que esta palavra se aplica ao caso. Invadiu cada parte do meu corpo, fazendo com que eu desejasse cada vez mais o seu corpo. Bastava você se aproximar para meu corpo ganhar vida própria, ignorando os comandos. Fica bambos, trêmulos, e falam uma linguagem que somente sua pele, seu corpo entendia. Invadiu cada pensamento meu. Fazendo-me agir feito uma criança que sorrir ao ver um sorvete ou vê o presente que tanto se desejava.
   Meus lábios diziam não te querer, mas meu corpo gritava o que o olhar conseguia sussurrar de modo que somente seus olhar pudesse entender. E sempre entendeu. Pois toda a mudança que acontecera em mim, também aconteceu em ti. Isso era notável, era real. E, de tão real e intenso era um pouco surreal. Pelo menos para mim.
   Ainda pergunto-me se tudo isto foi apenas um sonho. Um lindo sonho cujo nunca quis despertar. Um sonho que me levava para um mundo onde tudo tinha mais vida, mais cor. E, então, a saudade, que de tanta dói, faz-me lembrar que você não está mais aqui. E constato, que a dor é a única coisa que prova que nada disso foi apenas um sonho, mas que foi uma linda realidade.


                                                                                                           (Fernanda Muniz)

Não! Você não é maluco!

   Quem nunca se pegou reclamando sozinho a respeito de algo que não agradou? E o clássico falar sozinho? Você já andou falando sozinho pelas ruas, enquanto pensava em decisões que temos que tomar? Para você, que assim como eu, faz essas coisas, eu tenho uma ótima notícia. Não, você não é maluco! Cada um tem um jeito característico de se viver. E, acredite, falar sozinho não é algo tão grave. Aliás, eu acho até bom, pois nos ajuda a pensar nos nossos problemas.
   Você que briga com a pessoa amada dizendo que não quer mais vê-la. Ah! Eu sei que já fez isso. E se não fez ainda, fará, certamente. Enfim, se você já fez isso, e dois segundos depois deu meia volta e abraçou o(a) amado(a). Você também não é maluco. Você só é apaixonado demais para deixar que ele ou ela se vá por tão pouco.
   Tem o outro tipo de pessoa que é tido como maluco, os que reclamam com os computares e suas lentidões. Seja sistemas ou internet. Penso neste tipo de pessoas como os loucos da tecnologia. Viramos reféns, e a tecnologia nos enlouquece. Operadoras que nos deixa sem sinal. Torpedos que não podemos responder por falta de crédito. Internet que nos deixa na mão quando mais precisamos. Enfim. Tudo relacionado a tecnologia nos enlouquece. E não. Você não é maluco por reclamar com computadores, moldens e celulares. 
   Todos nós fazemos este tipo de coisa. Não há um que não faça. Pode até não assumir, mas faz. Então, o mundo é louco mesmo, porque devemos ser normal. Afinal o normal é tão sem sal, é tão comum. 
   Seja feliz com suas loucuras mesmo que o mundo te chame de maluco. 
   Lembre-se de que você não é maluco. Apenas não entende o nosso normal. Afinal, um pouco de anormalidade torna a vida mais fácil.

Fica a dica!

                                                                                                                    ( Fernanda Muniz)