expr:class='"loading" + data:blog.mobileClass'>

segunda-feira, 23 de novembro de 2015

Eternos momentos

   Nosso reencontro, apesar de casual, foi especial. Não saberei explicar o efeito que este encontro provocou. Entretanto, posso afirmar que ele me transportou. Transportou-me para um lugar tranquilo. Uma época mais gostosa, mais leve, apesar de toda dificuldade que eu enfrentava. Você era o motivo desta leveza.
   Foram tantos momentos, tantas gargalhadas, brincadeiras. Por tantas vezes, choramos e brigamos por ciúmes bestas. Ou talvez fosse apenas medo. Medo de que um dia deixássemos de pertencer um ao outro. Do início ao final, tudo aconteceu de forma natural.
   Inevitável não lembrar tudo o que foi vivido. Inevitável não lembrar os planos que foram feitos e alguns até realizados. Lembrar as desculpas que dávamos para ficarmos juntos, como se fosse preciso. Éramos melhores amigos.
   Impossível não lembrar a felicidade que sentíamos quando estávamos juntos. Não lembrar as provocações. Apelidos. Nossos eternos momentos.
   Este encontro não fez com que despertar o amor que senti outrora. Na verdade, apenas fez com que eu respeitasse ainda mais você. Respeitasse o nós e todas as nossas lembranças.




                                                                                                                (Fernanda Muniz)