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quarta-feira, 28 de março de 2012

Sensações

            Aquela sensação maravilhosa de se poder sorrir mesmo sem ter um motivo certo.
            A sensação que só você e a outra pessoa entendem ao sentir o perfume. Pois ninguém sabe como pode sentir a mesma fragrância e saber, ter certeza de que é a pessoa que amamos.
            A sensação de que toda a sua procura pela pessoa certa chegou ao fim.
            Sentir o coração disparar ao olhar para a pessoa amada. Corpo estremecer ao sentir o calor da outra. Sentir um friozinho no estomago quando a pessoa se aproximar ou em apenas sentir ao cheiro da pessoa amada.
            Ter a sensação de se estar sempre sonhando, não importa onde ou quando. E quando se está junto ter a sensação de que nada mais importa ou existe.
            Ter a sensação de sentir o tempo parar ao toque dos lábios, coração batendo apressado. Sentir que se está conhecendo um novo mundo ao se perder no mundo que se descortina nos olhos de quem amamos.
            Ter a sensação de estar sempre descobrindo algo novo em cada toque, cada conversa, em cada declaração, desejo, em cada plano e sonho. Cada momento junto.
            Aquela sensação de querer estar perto por apenas amar a companhia, de querer fazer coisas que se gosta para a pessoa amada pelo simples prazer em agradar, pois quando se ama de fato, ao agradar a pessoa que se ama nos agradamos também. Pois descobrimos que nós somos o motivo do sorriso dela.
            Olhar sempre a pessoa amada e ter a sensação de que já a conhece mas ao conversar se percebe que nunca se viram e aí entende que pode de fato ser algo sobrenatural, algo de Deus. Aí você passa entender o que as pessoas querem dizer quando falam de alma gêmea.
            As sensações são uma soma que resulta na felicidade completa. Todas as sensações são pequenos oceanos que deságuam num mar, um mar chamado amor.


(Fernanda Muniz)

quarta-feira, 7 de março de 2012

Uma história, eternas lembranças

        Uma pessoa aparece em seu caminho, em um momento que você se encontra frágil, te encantando e tranqüilizando com um sorriso, com brincadeiras sobre fisionomia, cabelo, olhar. Ela consegue te mostrar que é possível sorrir mesmo quando se quer chorar. Com ela você descobre um mundo que você não sabia que ainda existia.
        Sem esperar, você descobre um sentimento que faz sentir viva. Que te faz respirar aliviada. Faz você desejar e sonhar com coisas nunca sonhadas antes.
        Em pouco tempo essa pessoa se torna seu grande amor. Dizem que todos nós temos dois tipos de amores que jamais esqueceremos. O amor de nossa vida. Aquele que nos completa de uma maneira surreal, nos domina, nos uni em todas as circunstâncias. Faz-nos sonhar com intensidades jamais sentidas antes. E tem o famoso amor proibido. Proibido não do sentido de ser errado, mas no sentido de simplesmente não poder acontecer. Pessoas de duas crenças diferentes ou de costumes diferentes por exemplo.
        De todos os amores, o que mais marca é justamente o proibido. Pois por mais que o tempo passe, sempre se pensará se daria certo.  As lembranças sempre vêm à memória e quase sempre em horas impróprias. As lágrimas rolam, o pensamento te leva para longe.
        As perguntas ficam e chegam a martirizar. Pois sempre se questiona, como pode duas pessoas se amar tanto e sem obrigadas a escolher ficarem longe, ao invés de simplesmente viverem todos os momentos sonhados antes. E as lágrimas correm e a dor vem à tona.      
Mesmo com a dor, o lugar para onde o pensamento nos leva é mais calmo, mais real, e chega a ser mais aconchegante do que o lugar que vivemos. Pois a dor se torna a única certeza de que realmente vivemos aquela história de amor.

                                                            (Fernanda Muniz)